Auditivas, Experiência, Guarda Roupa, Visuais

Reconhecendo novas paixões musicais

06/10/2016 • 0 Comentários

Quando eu era criança / adolescente, em minha casa, meus pais ouviam o tempo todo MPB e ‘baladinhas’ dos tempos de juventude deles. E foi neste cenário que nasceu e permaneceu meu gosto musical.
Eu sou do tipo que adora Alpha FM, Nova Brasil e algumas poucas bandas que me foram apresentadas pelo mundo aos 15 anos. Devo confessar que não sou atualizada com as músicas que vão sugindo e meu Spotify é praticamente offline com as músicas que salvei assim que baixei o app.
Em abril deste ano, eu e o Kau conseguimos ir ao show da minha banda predileta desde o colégio, Coldplay. E foi na espera pelo show dos caras, na abertura, logo depois da Tiê soltar a voz, que entrou a Lianne La Havas.
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Naquele momento, reconheci algumas novas faixas que entrariam para o ‘Repeat’ no meu Spotify.
Algumas semanas depois, resolvi incluir ela na minha playlist e sim, foi amor no primeiro instante e estou curtindo esse amor até agora.
Além de ser uma cantora incrível, ela é puro estilo e mega linda.
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Neste show, ela apresentou o álbum Blood e ele inteiro é uma delícia de ouvir num sábado a noite acompanhado de uma boa taça de vinho.
lianne-blood
E neste post eu vou eleger três músicas que eu mais tenho curtido ultimamente deste álbum, que são estas:

Unstoppable
Esta música me inspira e faz sentir que sou capaz de muitas coisas.
A música é envolvente e mais ainda são a coreografia dela durante este clipe, que eu acabei perdendo a conta de quantas coisas lindas tem neste vídeo ao mesmo tempo, o figurino [que tem feito muito meu estilo ultimamente], os acessórios, a make que ela usa, o cenário, as cenas organizadas em sequências perfeitas, enfim, vale a pena ouvir e assistir do começo ao fim.
Imagem de Amostra do You Tube

Green & Gold
Esta música me remete a um momento de conversas confidenciais, sabe? O tom da voz dela é muito misterioso e suave, sem perder a força em momento nenhum.
Assim como na anterior, este clipe é imperdível pelas mesmas razões, além dos penteados lindos, efeitos visuais durante as cenas e da guitarra mega estilosa e azul bebê que ela toca logo no começo do clipe.
Imagem de Amostra do You Tube

Grow
Nesta música, o que mais me agrada é a melodia que de repente se torna um caos e um caos que te tira da sua área de conforto, que na verdade me faz pensar que é o que a música propõe no final das contas, porque você realmente cresce (Grow em inglês significa crescer) quando sai da sua zona de conforto, né?
Ao contrário das outras essa música não tem um clipe oficial, mas com todo este estilo e beleza que ela tem durante todo o trabalho que ela desenvolve, já me faz imaginar que este o futuro clipe desta música não será nada menos do que incrível.
Imagem de Amostra do You Tube

E nada melhor do que descobrir uma paixão nova através de uma paixão antiga! Obrigada Coldplay!!!
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Espero que tenham gostado.
Beijo, Amanda!

beijos, Amanda
Arquitetura, Arquitetura e Urbanismo

Inhotim | Brumadinho – MG

10/06/2016 • 6 Comentários

Conhecer Inhotim era desejo da época de faculdade.
O lugar não era muito divulgado, acho que poucas pessoas conhecem ele até hoje, e de alguma forma acabei lendo sobre ele em alguma das revistas de arquitetura que eu lia na época.
Inhotim foi um espaço criado por Bernardo Paz, para abrigar a sua coleção de arte contemporânea. Apenas em 2006 ele foi aberto para visitação do público.

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A melhor referência que eu dizia para as pessoas quando comentava do lugar que queria conhecer era falar “O lugar é uma espécie de museu de arte contemporânea a céu aberto”, mas a verdade é que ele é muito mais que isso! É difícil descrever tudo que Inhotim representa, mesmo porque nunca tinha visto nada igual ou que pudesse comparar. Dito isso, vou tentar listas as principais características do local:
• Arte contemporânea: Em Inhotim, temos exemplares das obras de Tunga, Hélio Oiticica, Yayoi Kusama e muitos outros. Eu não entendo muito de arte, ainda assim adoro visitar museus e locais com essa pegada artística. E o que pude perceber da arte contemporânea (pelo menos a exposta em Inhotim) é que se aproxima de uma arte mais real, uma arte que poderia ser feita ou sentida nas situações mais prosaicas, cotidianas e comuns que qualquer um poderia viver. Ela é mais palpável e próxima das referências que conhecemos e podemos interpretar. O que quero dizer é que, nem sempre ‘realizar’ esta arte, depende unicamente de talento, coisas mais simples podem te qualificar ou capacitar a participar desta arte. O mais curioso, que me chamou atenção é que a alguns dos artistas lá expostos (diferente da maioria dos museus) estão vivos.

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Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977 (Obra póstuma de Hélio Oiticica)

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Jardim de Narciso, 2009, Yayoi Kusama

Muitas obras são incríveis por lá e uma das minhas preferidas é o Beam Drop. Pelo processo de construção dela, não apenas pelo conceito, que consistiu em jogar vigas de aço antigas em uma piscina de concreto fresco, propiciando a movimentação delas até que o concreto estivesse completamente seco e rígido. Então a maneira como as vigas estão dispostas no local foi completamente inesperada e não planejada.

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Beam Drop, 2008, Chris Burden

• Arquitetura: E além da arte incrível, por lá a arquitetura das galerias é pensada para cada artista expor determinada obra. Existe uma preocupação estética e relacional muito grande em volta de todos os espaços expositivos. Os artistas que nomeiam as galerias definem briefings conceituais para que os arquitetos possam desenvolver seus projetos, de maneira que o projeto seja concebido a ‘quatro mãos’, porém nem a arte e muito menos a arquitetura perdem sua expressão. As duas convivem no mesmo espaço dialogando, se complementando e preservando certa individualidade.
O lugar já ganhou espaço na cena internacional e recebeu visitas de arquitetos estrangeiros ilustres, como por exemplo, Steven Holl, Richard Meier e Norman Foster, que inclusive pediu a Bernardo Paz para que pudesse projetar algo em Inhotim. Apesar de receber muitas propostas de arquitetos para desenvolver projetos em Inhotim, alguns até mesmo de graça, a intenção do local é se atrelar a arquitetos próximos, valorizando o conhecimento local, e propiciando alavancar a carreira de escritórios como o Arquitetos Associados e o Rizoma, que assinam a maioria dos projetos de Inhotim.
O mais importante de sabermos sobre Inhotim é que ele está em processo de construção e crescimento, e este estado de mudança que torna tudo mais interessante, porque podemos visitar o local de tempos em tempos e sempre haverá o que ver, locais novos a serem descobertos ou até mesmo redescobrir de novas maneiras os lugares antigos.
O complexo de Inhotim pretende construir uma pousada no local, para atender a demanda por hospedagens dos visitantes.

Sobre a arquitetura, tudo por lá é incrível e roubam a atenção do olhar, porém uma das minhas galerias prediletas foi a da artista Adriana Varejão, que foi projetada pelo arquiteto paulista Rodrigo Cerviño Lopez. Ela possui uma integração espacial, interna e externa, eu diria que perfeita. E ao mesmo tempo consegue ganhar um volume que se destaca, do qual, quem acessa pela cobertura, não espera tamanha beleza. Mas sobre a arquitetura, também não poderia deixar de citar a galeria de Miguel Rio Branco, projetado pelo Arquitetos Associados, e de Lygia Pape, projetado pelo Rizoma, que possuem volumetrias belíssimas e completamente interessantes.

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Galeria Adriana Varejão

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Galeria Miguel Rio Branco

• Paisagismo: Outra paixão de Bernardo Paz era por botânica, principalmente por palmeiras, que tiveram uma grande quantidade de espécies introduzidas em Inhotim. O local possui um diversidade enorme de espécies vivas preservadas, tanto as nativas quanto introduzidas, que em 2010 recebeu o nome oficial de Jardim Botânico. Além de que o paisagismo nas áreas expositivas e nas trilhas que perseguimos, também foram projetados com muito cuidado. Existem áreas de descanso, pelos caminhos, onde são locados alguns bancos esculpidos em toras de troncos enormes e eles são resultado do trabalho do artista Hugo França.

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Bancos de Hugo França cobertos pela árvore Tamboril

O mais lindo de ser ver por lá é a árvore que leva o nome de Tamboril, que possui uma copa enormeeee. Além da linda coleção de patas de elefantes.

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Nós cobertos pela copa da árvore Tamboril

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Eu ao lado de um exemplar de Pata de Elefante

Bom, não é mesmo fascinante?
Inhotim fica na cidade de Brumadinho, a quase 70 km de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. O local apenas não abre as segundas, mas é sempre bom conferir no site, porque eles sempre atualizam a programação. O acesso é pago e possui estacionamento no local. Eles também fazem visitas mediadas, para quem quiser saber mais sobre tudo de lá.

Quando nós fomos, ficamos hospedados em Brumadinho, porém a grande atração da cidade é Inhotim. Concluímos que pela distância, poderíamos ter ficado mesmo em Belo Horizonte, que tem mais infraestrutura para as outras necessidades, além de belíssimos pontos turísticos, que podem completar essa viagem.

Espero que vocês tenham gostado. Obrigada!
Beijos, Amanda!

Fonte:
Revista Monolito – Volume Inhotim – 2015
www.inhotim.org.br

beijos, Amanda