Papéis e Amores

5 Livros ilustrados que li nos últimos tempos

19/09/2018 • 0 Comentários
Em uma passeio pela Av. Paulista numa tarde de sábado, resolvi passar pela Livraria Cultura, que posso dizer ser um dos meus passeios favoritos. Ela estava com uma promoção ótima e, por isso, arrematei alguns livros de uma categoria nova para mim: Quadrinhos ou Graphic Novels, leia-se, livros ilustrados.
Resolvi ingressar nesse mundo, porque acreditei que ele se encaixaria com mais facilidade no pouco tempo que eu tinha na ocasião, já que eu estava na fase de entrega final de trabalhos na pós. E eu estava certa, porque sem comprometer as tarefas do momento, eu consegui ler cada um em no máximo três dias.
Então, vamos a eles:
  1. Deslocamento – Um diário de Viagem

Esse quadrinho foi escrito e ilustrado pela mesma garota, Lucy Knisley e aqui no Brasil foi traduzido pela Carol Christo. O livro conta uma história casual e autobiográfica da autora, quando ela resolve viajar junto com os avós numa excursão de navio para terceira idade.
Eu escolhi esse livro pelo desenho simples, mas que possui muita personalidade. Além do fato de que, quando foi escrito, a autora era jovem e já possuía a marca de ser uma quadrinista Best Seller do The New York Times (#girlpower).
A leitura foi ótima para relaxar da atribulação dos pensamentos intensos do dia-a-dia. A narrativa é muito leve e foi desenhada de uma forma bem atenciosa e delicada. Deu pra sentir o amor que ela tem pelos avós dela!
  1. Quando tudo começou

Essa história foi escrita pela Bruna Vieira e ilustrada pela Lu Cafaggi. A história também é autobiográfica e narra a relação dessa autora fofa com a mudança de escola e com fazer novos amigos. As ilustrações são muito lindas, originais e tem na impressão a textura do lápis de cor presente, o que torna tudo bem mais especial.
Resolvi levar o livro porque era da Bruna Vieira né?! Nem preciso dizer mais nada.
No final das contas, eu que achei que seria apenas um livro fofo, depois de ter lido, consegui me identificar tanto com a história e surgiram tantos insights na minha mente que foi muito melhor do que eu esperava.
Só tenho que agradecer pela Bruna compartilhar tudo, tudo, tudo de uma forma tão democrática e suave. Eu me sinto tão incluída e representada com o trabalho dela, que nem acredito que ainda me surpreendo quando ela consegue me mostrar sentimentos tão prosaicos de uma forma nova.
  1. O Diário de Anne Frank em quadrinhos

O Diário de Anne Frank é um livro mundialmente conhecido e foi uma das leituras mais marcantes que eu já li, por isso escolhi trazer ele pra casa. Este livro é uma versão em quadrinhos da narrativa de Anne, que foi ilustrada genialmente por Mirella Spinelli, uma mineira de São João Del Rey.
Neste livro, boa parte do texto original foi resumida, mas a essência está preservada e as ilustrações são carregadas das emoções da garota. Mirella foi assertiva em traduzir o texto em imagens.
  1. Frida Kahlo – Uma biografia

Eu nunca tinha lido sequencialmente uma biografia de Frida, mas sempre foi uma personalidade muito curiosa pra mim. Neste livro, escrito e ilustrado pela espanhola Maria Hesse e traduzido por Alexandre Boide, a história de Frida Kahlo é pontuada por todos os momentos de grandes mudanças da vida da artista, vida essa que é intensa e muito carregada de ambiguidades e dicotomias. A ilustração carrega uma questão particular de possuir muitos detalhes, porém mantém uma simplicidade difícil de atingir.
Decidi trazer este livro comigo por tratar-se de Frida, por nunca ter uma biografia dela e por ter um imaginário em torno do nome de uma mulher sofrida e acima de tudo forte. Após a leitura, certamente o que eu imaginava sobre Frida se manteve e apenas cresceu. Ela tinha fibra!
  1. A Origem do Mundo – Uma história cultura da Vagina ou A Vulva vs. O Patriarcado

Para este exemplar, a minha motivação foi grande. Estou vivendo um momento particular de imersão nos assuntos que sempre me chamaram atenção, um desses assuntos é a equidade de gênero e, por consequência, o feminismo. Saber a origem de tudo isso, traz muita consciência sobre as atitudes de cada indivíduo nos dias atuais e nos faz pensar e compreender, sem julgar o outro.
O livro foi ilustrado e escrito pela sueca Liv Strömquist, que também é formada em Ciências Políticas. A narrativa trata de questões sérias e polêmicas como: a relação da sociedade de diversas épocas com o órgão sexual feminino e os períodos hormonais da mulher, a sexualidade e como ela foi desenhada numa sociedade patriarcal e a origem de diversos hábitos que cerceiam a busca da mulher pela autocompreensão do seu corpo. A ilustração é primitiva e direta, por isso retrata o assunto de forma muito tranquila e sem rodeios.
É um livro que você precisa estar aberto e preparado para ler, ouvir e refletir. Na minha opinião é válido e necessário para todos os gêneros, porque afinal de contas, saber como funciona o nosso corpo e entender que não temos nada de errado, nos dá liberdade, autonomia e capacidade para sabermos nos suprir e sermos felizes.
Espero que gostem!
beijos, Amanda
Auditivas, Experiência, Guarda Roupa, Visuais

Reconhecendo novas paixões musicais

06/10/2016 • 0 Comentários

Quando eu era criança / adolescente, em minha casa, meus pais ouviam o tempo todo MPB e ‘baladinhas’ dos tempos de juventude deles. E foi neste cenário que nasceu e permaneceu meu gosto musical.
Eu sou do tipo que adora Alpha FM, Nova Brasil e algumas poucas bandas que me foram apresentadas pelo mundo aos 15 anos. Devo confessar que não sou atualizada com as músicas que vão sugindo e meu Spotify é praticamente offline com as músicas que salvei assim que baixei o app.
Em abril deste ano, eu e o Kau conseguimos ir ao show da minha banda predileta desde o colégio, Coldplay. E foi na espera pelo show dos caras, na abertura, logo depois da Tiê soltar a voz, que entrou a Lianne La Havas.
show-01
Naquele momento, reconheci algumas novas faixas que entrariam para o ‘Repeat’ no meu Spotify.
Algumas semanas depois, resolvi incluir ela na minha playlist e sim, foi amor no primeiro instante e estou curtindo esse amor até agora.
Além de ser uma cantora incrível, ela é puro estilo e mega linda.
lianne-estilo
Neste show, ela apresentou o álbum Blood e ele inteiro é uma delícia de ouvir num sábado a noite acompanhado de uma boa taça de vinho.
lianne-blood
E neste post eu vou eleger três músicas que eu mais tenho curtido ultimamente deste álbum, que são estas:

Unstoppable
Esta música me inspira e faz sentir que sou capaz de muitas coisas.
A música é envolvente e mais ainda são a coreografia dela durante este clipe, que eu acabei perdendo a conta de quantas coisas lindas tem neste vídeo ao mesmo tempo, o figurino [que tem feito muito meu estilo ultimamente], os acessórios, a make que ela usa, o cenário, as cenas organizadas em sequências perfeitas, enfim, vale a pena ouvir e assistir do começo ao fim.

Green & Gold
Esta música me remete a um momento de conversas confidenciais, sabe? O tom da voz dela é muito misterioso e suave, sem perder a força em momento nenhum.
Assim como na anterior, este clipe é imperdível pelas mesmas razões, além dos penteados lindos, efeitos visuais durante as cenas e da guitarra mega estilosa e azul bebê que ela toca logo no começo do clipe.

Grow
Nesta música, o que mais me agrada é a melodia que de repente se torna um caos e um caos que te tira da sua área de conforto, que na verdade me faz pensar que é o que a música propõe no final das contas, porque você realmente cresce (Grow em inglês significa crescer) quando sai da sua zona de conforto, né?
Ao contrário das outras essa música não tem um clipe oficial, mas com todo este estilo e beleza que ela tem durante todo o trabalho que ela desenvolve, já me faz imaginar que este o futuro clipe desta música não será nada menos do que incrível.

E nada melhor do que descobrir uma paixão nova através de uma paixão antiga! Obrigada Coldplay!!!
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Espero que tenham gostado.
Beijo, Amanda!

beijos, Amanda